CALVINISMO?


POR DANIEL SANTOS




"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16

Por mais que um engodo seja dito milhões de vezes, jamais se encontrará nele veracidade! A história eclesiástica fora gerada em um terreno sólido, porém seu respaldo tem  sido trabalhado dentre erros e acertos, graças a nossa cosmovisão relativista. Aprendendo com os excessos, e se nutrindo das revelações de seu noivo.

A Bíblia não tem uma caixinha de resposta, não há respostas diretas para tudo, não obstante, há os princípios; estes são os responsáveis por nos responder tudo. Independente do ponto histórico que nos encontramos, os princípios bibliocêntricos estão totalmente imunes ao relativismo.

É por este motivo que traremos à tona um assunto que tem levantado muita polêmica sem necessidade. Nossa meditação consiste em explanar com bastante simplicidade um tema que é debatido sem surtir efeito algum na vida espiritual da igreja.

A problemática de hoje é: calvinismo e arminianismo, dois pólos que surgiu a partir de uma interpretação frívola de um francês por nome de João Calvino.

Resumidamente é necessário esclarecer que os cinco pontos do calvinismo não foram feitos por Calvino e sim a partir de uma contra-argumentação ao protesto que os seguidores de Arminius propusera em uma espécie de concílio no Sínodo de Dort no século XVII.

O calvinismo afirma que Deus predestina uns para a salvação, e outros para a condenação eterna, ou seja, uma predestinação fatalista.

Calvino em um de seus textos afirma: "O Evangelho é pregado a um grande número de pessoas, as quais, não obstante, são reprovadas; sim, e Deus desnuda e mostra que Ele lhes amaldiçoou, que eles não têm parte nem porção em Seu reino, pois eles resistem ao Evangelho, e rejeitaram a graça que lhes é oferecida. Mas quando recebemos a doutrina de Deus, com obediência e fé, e descansamos em Suas promessas, e aceitamos a oferta que Ele nos faz de nos tornar Seus filhos, isso, eu digo, é uma certeza de nossa eleição. Mas temos aqui a observação, que, quando temos conhecimento da nossa salvação, quando Deus nos tem chamado e iluminado na fé de Seu Evangelho, não é para invalidar a predestinação eterna que foi feita antes."

Contrastando com esta ideia, surgem os remonstrantes, a escola arminiana que a combateu, e até o dia de hoje tem pregado que no âmbito soteriologico, o livre arbítrio é real.
Houve um que se destacou dentre muitos que não concordou com Calvino; o grande pregador do século XVIII - John Wesley.
Na sua prodigiosa obra "Graça livre" ele repugna a doutrina calvinista, alegando: "_Não é uma doutrina de Deus! Pois torna vã a ordenação de Deus; e Deus não está dividido contra si mesmo"
"Esta é a blasfêmia pela qual (apesar de amar as pessoas que a afirmam) eu abomino a doutrina da predestinação, uma doutrina, sob a suposição de que, se alguém pudesse possivelmente supô-la por um instante, (chame-a eleição, reprovação, ou o que quiser, pois dá tudo na mesma,) alguém poderia dizer ao nosso adversário, o diabo: “_Seu idiota, por que você continua rugindo?"

Há muito o que falar a respeito dessas duas linhas teológicas, porém a nossa proposta é deixar que a Bíblia fale por si mesma.

A predestinação calvinista não se atentou para um detalhe crucial que põe abaixo toda a sua tese soteriologica, observe:
A predestinação salvífica aparentemente é encontrada no plural;

"E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade," Efésios 1:5

"Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade;" Efésios 1:11

"Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos." Romanos 8:29

"E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou." Romanos 8:30

A lista é grande, há outros textos interpretados fora de seu contexto que o calvinismo insinua uma predestinação sem coerência textual. 

A igreja está predestinada ao céu. É o livre arbítrio de Deus, ninguém muda isto!

Não obstante, a não-igreja perecerá.

Por isso existe a pregação do evangelho; após a palavra desperta-se a fé e nesta experiência você escolhe ser um integrante "desta" igreja, ou não, (Não se trata de uma placa denominacional).

Agora temos outro princípio, que alguns por ignorância confundem função com salvação, veja alguns exemplos:

"Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta." Jeremias 1:5

"Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça," Gálatas 1:15

"Revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue," Gálatas 1:16

"E agora diz o SENHOR, que me formou desde o ventre para ser seu servo, para que torne a trazer Jacó; porém Israel não se deixará ajuntar; contudo aos olhos do SENHOR serei glorificado, e o meu Deus será a minha força." Isaías 49:5

"Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus." Juízes 13:5

"Amanhã a estas horas te enviarei um homem da terra de Benjamim, o qual ungirás por capitão sobre o meu povo de Israel, e ele livrará o meu povo da mão dos filisteus; porque tenho olhado para o meu povo; porque o seu clamor chegou a mim." 1 Samuel 9:16

Predestinação individual é dirigida somente em casos de funções, não quer dizer que o sujeito irá ser salvo mediante a função.

Jeremias foi predestinado para profeta, Paulo para pregador dos gentios, Isaías para serviço de profeta, Sansão para nazireu-juiz e Saul para capitão do povo; e há centenas de casos semelhantes.

Deus desde o princípio anela por um louvor, que não fosse fruto de um instinto animal, mas de uma escolha humana.

Deus amou o mundo sem a acepção de pessoas.

Referências bibliográficas: A Doutrina da Eleição / João Calvino / pág/8
Graça livre / John Wesley / pág/14

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