GENEBRA CALVINISTA: VIOLÊNCIA E "SANTIDADE" FORÇADA

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"Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo" (Is 5.20).

Uma boa religião sempre transmitirá ao homem uma falsa segurança que o levará a esquecer-se que "sem santificação ninguém verá a Deus".

O "GOVERNO" DE JOÃO CALVINO, UM ADVOGADO INCRÍVEL, UM TEÓLOGO BRILHANTE, UM TIRANO E ASSASSINO QUE FEZ MUITOS DISCÍPULOS

Geralmente os Calvinistas gostam de fugir de discursos que focam diretamente seus padroeiros e heróis religiosos, ignorando (ou fingindo ignorar) que no cristianismo bíblico precisamos focar os sujeitos. Este é um método legitimo defendido pela bíblia sagrada. Somente um bom exame da vida do profeta ou mestre é que nos apontará se ele é ou não um falso profeta ou um falso mestre.

Calvino não passou em nosso teste bíblico. Se vivesse hoje em nossas comunidades eclesiásticas ele seria excluído por má conduta.

Ele matou 57 pessoas e baniu 76. Confiscou a propriedade de inimigos políticos e teológicos. Tomou o poder através de revolta e despotismo. Ele exerceu o poder com mão de ferro. Iste Gallus – aquele francês – foi a primeira referência a ele em livros oficiais e registros de Genebra, mas seu nome era Jehan Calvin (João Calvino), um advogado incrível, um teólogo brilhante, um tirano e um assassino.

Enquanto a ascensão ao poder em Genebra é tanto fascinante quanto profundamente perturbadora, o policiamento moral de Genebra não foi de fato onde o poder de polícia de Calvino parou. Graças a registros detalhados, sabemos o resultado de vários dos aspectos práticos da teologia de Calvino e dos métodos de punição, com a morte não tendo sido frequentemente omitida no processo. Vejamos apenas alguns dos incidentes listados e devidamente documentados:

• Um homem sorriu enquanto assistia a um batismo: 3 dias na prisão.
• Um homem dormiu durante o sermão de Calvino: prisão.
• Alguns homens comeram doces no café da manhã: 3 dias a pão e água.
• Dois homens jogaram boliche: prisão.
• Dois homens jogaram dados valendo um quarto de uma garrafa de vinho: prisão.
• Homens se recusaram a dar o nome de Abraão a seus filhos: prisão.
• Um violinista cego tocou uma dança: expulsão.
• Alguns homens elogiaram a tradução de Castellio da Bíblia: expulsão.
• Uma moça foi patinar; uma viúva se atirou na cova de seu marido: ordem de penitência.
• Alguns jovens enfiaram um feijão dentro do bolo: 24 horas a pão e água.
• Um cidadão falou “Senhor Calvino” ao invés de “Mestre Calvino”: prisão.
• Dois peões discutindo assuntos de negócios ao sair da igreja: prisão.
• Um homem cantando de forma “incitante” na rua: expulsão.
• Dois marinheiros brigando: execução para ambos.
• Dois meninos se comportando cruelmente: morte na fogueira (sentença comutada).
• Alguns homens riram enquanto Calvino estava pregando: 3 dias de prisão.
• Uma moça insultou sua mãe: pão e água.
• Um menino chamou a sua mãe de demônio e jogou uma pedra nela: açoitamento público e suspensão pelos braços amarrado a uma forca como um sinal de que ele merecia a morte.
• Um jovem de 16 anos ameaçou bater na sua mãe e foi condenado à morte. Por causa da sua idade, sua punição foi trocada por expulsão após açoitamento público.

Parecia que com cada sentença emitida, o Consistório tornava-se mais e mais violento até que a morte tornou-se uma punição aceitável para aqueles que criticavam pessoalmente o Mestre Calvino. Um homem chamado Jacques Gruet foi torturado e executado simplesmente por chamar Calvino de hipócrita e por ateísmo.

Como o adultério era punido com prisão antes da chegada de Calvino a Genebra, agora era punido com morte. Uma mulher de nome Anne Le Moine que supostamente cometeu adultério com Antoine Cossonez foi sentenciada à morte juntamente com seu parceiro no crime. Depois de ambos serem cruelmente torturados, eles admitiram as acusações de adultério e foram ambos executados; ela foi afogada no rio Rhone e ele foi decapitado. Dois outros cidadãos das melhores famílias em Genebra, Heinrich Philip e Jacques le Nevue, também foram decapitados por ordem do Consistório por adultério.

Enquanto essas punições possam parecer consistentes com o estilo de vida contemporâneo e o sistema judicial da época, não havia punição mais dura do que para aqueles que criticavam publicamente Calvino e desafiavam suas posições sociais e teológicas.

Assim um homem que desafiou a predestinação foi severamente açoitado e expulso e um editor que insultou Calvino teve sua língua perfurada com um ferro quente e foi expulso de Genebra. Só nos dois anos de 1558 e 1559 houve 416 julgamentos sobre heresias contra Calvino e o Consistório.

Parece que o “pregador da graça” conseguiu provar somente uma coisa: a depravação do homem aumenta quando ele sobe ao poder. Se Davi não fosse rei dificilmente ele teria conseguido colocar Urias na frente do campo de batalha, herdando Bate-Seba em seguida e sofrendo a retaliação do profeta Natã, enviado por Deus para fazer justiça. Davi foi perdoado, mas sofreu as consequências do seu pecado, confessou o arrependimento e de sua pena saiu o salmo 51, um dos mais belos da bíblia. De forma oposta, depois de mandar Servetus para a fogueira, João Calvino emitiu no ano seguinte uma defesa na qual mais insultos foram acrescentados a seu antigo adversário num linguajar dos mais vingativos e severos.


Bibliografia
Phillip Schaaf, History of the Christian Church, Volume VIII, Modern Christianity. The Swiss Reformation.
Robert N. Kingdon, Adultery and Divorce in Calvin’s Geneva, Cambridge MA, Harvard University Press, 1995, pp. 123.
Stefan Zweig, The Right to Heresy: Castellio against Calvin, Boston, The Beacon Press, 1951, p. 57, 70, 82, 86, 89, 104.
Paul Henry, D.D., The Life and Times of John Calvin, The Great Reformer, Vol. I, pp. 360.
Walter Nigg, The Heretics, Alfred A. Knopf, Inc., 1962, pp. 328.
John F. Fulton, Michael Servetus Humanist and Martyr (Herbert Reichner, 1953) - P.36


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